domingo, 1 de março de 2020

ZAMARAK: EXÍLIO, MORTE E VIDA

 Dentro da Arte Feiticeira praticada pela Cova Negra está a prática do chamado e adoçamento dos espíritos, consoante com as linhagens espirituais de bruxaria e curandeirismo que buscamos em nossos trabalhos. A Cova não é um lugar de escuridão eterna, pois apesar de sua estética obscura, esse é um local de renascimento. Aquele ou aquela que busca esse caminho passa ou ainda passará por uma jornada obscura em si mesmo, o trabalho da Cova é superar esses medos e essa estética para de fato encontrar aquilo que a nossa deusa-bruxa cadavérica é: a deusa da vida.


Enquanto alguns grupos preferem percorrer o caminho da vida até a morte, como é a jornada natural, começamos pelo caminho inverso, buscando na morte o respeito, amor e admiração pela obra daquela que é a Vida, que constantemente nos relembra do privilégio que temos ao vivermos e de todas as coisas que temos ainda a viver. Pois como o Espírito da Morte, ela ceifa a vida conforme sua necessidade assim determinar, isto é, com capricho e nenhuma outra vontade que não seja a dela mesma, ela toma aquilo que pertence a ela como num golpe de asas que leva todo o ar embora de nossos pulmões.

quinta-feira, 1 de março de 2018

DIMENSÕES OCULTAS NA NECRÓPOLIS

 A Topografia Oculta do Cemitério

por Michael Nefer


O Reino dos Mortos possui dentro de si um microcosmo com seus próprios pontos de poder, que serão aqui apresentados na forma de locais espirituais. Cada um desses locais e seus caminhos nos levam reinos ocultos de igual poder e maravilhamento para aqueles que se atrevem a buscá-los.


O Portal do Templo Sepulcral


Na topografia oculta do reino dos mortos você se deparará com o primeiro caminho logo ao chegar: a porta de entrada. Toda porta é uma encruzilhada, e certamente a porta de um cemitério é para a bruxa um verdadeiro Portal. É ensinado pelos espíritos do caminho que toda passagem, porta ou portal é guardado por um espírito guardião que pode se manifestar tanto em formas femininas, masculinas, andrógenas, zoomórficas e celestiais.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

EXORDIA


A CONGREGAÇÃO DA COVA NEGRA


Por 

Michael Nefer


     A Arte Mágica das Bruxas, ou simplesmente 'Bruxaria', é uma Arte fluída, presente em milhares de comunidades e culturas humanas. Entendemos que a Arte, em sua diversidade, é capaz de tanto abençoar quanto amaldiçoar aqueles se atrevem a aprendê-la, portanto, buscamos através da interação com os espíritos da Arte o progresso em nossa jornada de mundo a mundo. A Congregação da Cova Negra, escolhida assim para designar um grupo de sombria estética, é um grupo de bruxas e bruxos, que busca Iluminação através da aplicação dos Mistérios da Antiga Fé das Bruxas. 

A Cova Negra é Ossuário dos Deuses Esquecidos, 
é o Túmulo e Portal da Voz Além do Abismo, 
que constantemente sussurra os segredos da Arte 
para aqueles que tem a Semente da Chama Sagrada. 

     A Cova (que vêm do latim e pode designar não só um sepultura, mas também, uma caverna, um buraco na terra) é nossa Rainha e Deusa tutelar, identificada com Libitina, Vênus Sepulcralis, Hecate e Lilith, nossa Rainha é a Senhora dos Mortos e do Templo de Nosso Enterro, bem como é também a Vulva Rúbea de nosso Eterno Retorno.


      A Cova Negra é um caminho que busca  ascensão em todas as formas, igualmente a Cova é sofrimento inevitável, a angústia que assombra o coração dos homens e mulheres comuns. Através da veneração  da essência sombria buscamos aquilo que jaz além das formas que a mente pode racionalizar. A Noite, a Escuridão e as Sombras são assim os veículos pelos quais transcendemos os limites de nossas mentes, enquanto buscamos trabalhar o caminhos de transgressão que vão para além do Belo e do Feio. Como o tempo e a instrução direta dos espíritos, desenvolvemos não somente uma estética sombria, mas uma ligação profunda que tornou claro que a Cova Negra é uma força ativa, onde cada ramo, cada membro, se tornou essencial para a formação de suas raízes. Nossa união profana e herética, gerada no limiar dos mundos, captaram a essência marginal da Noite, e nos tornamos aqueles que devíamos nos tornar.